Foi quando fechei os olhos da consciência, quando ignorei toda educação, quando dei a vontade o lugar eu voei. Libertei. Sem peso, sem pensar, eu fui algo mais, linda, poderosa, eu estava no topo.
Por que abrir os olhos e encontrar essa maldita escuridão que dizem ser a luz, deixe me aqui nas trevas dos olhos fechados, aqui eu sei voar.
Eu quero desistir da luz, da dor que ela me causa, quero fechar os olhos e viver nas trevas, mas não posso. Eu não consigo.
A luz parece acabar comigo esfregar na cara que a vida é injusta e não há segurança que vá melhorar. Nas trevas eu consigo esquecer que posso cair a qualquer momento, mesmo sem enxergar eu sei voar.
Abro os olhos e estou no chão com todos os problemas e dores, quero fechar os olhos novamente. Algo impede, uma voz no fundo da mente quero bloquea lá, algo diz que não, porém quero esquecer quero voltar a voar, não quero nada distante só quero o agora. É muito querer voar? Sim é, há um lugar onde será possível, mas está tão longe, eu quero agora quero levantar do chão e alcançar as nuvens a voz continua a impedir me, eu acredito nela eu ainda tenho luz mesmo ela estando apaga sei que posso acende lá. Se acender adeus trevas e nuvens, há um lugar sim há e lá eu vou voar, está tão distante. Eu não estou pronta para viver aqui, eu não faço parte do grupo que aprende com a dor e que espera para voar. Sou ansiosa, eu preciso voar. Não apago a luz, mas não a acendo. Sei que tenho que decidir, mas ainda não posso, não conseguirei.
As nuvens danço sobre meus olhos, mesmo estando escuro, a voz fala mesmo a luz estando apagada. Amo as trevas, mas vivo na luz. Como dizer não? Como dizer sim? Coração, razão? Prazer ou vida?
sábado, 6 de dezembro de 2014
Escuridão
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